Jornal da Dança - por Sabrina Vaz

By | 17.7.13
Minha primeira matéria publicada foi no Jornal da Dança, tem como editor o talentosíssimo e amante da arte Edézio Paes, que tive um prazer enorme de conhecer e trocar várias idéias! Estou deixando aqui o link da edição deste mês de Julho e uma retificação sobre a foto que aparece na matéria, é de autoria da b.girl Amanda Baroni e foi tirada no evento Original Break Jam 2013 (GBCR), no momento show do T.Boys DL, outro artista respeitadíssimo com quem tive a oportunidade de trabalhar, e a gravadora Cut It Up Def. Ah quem aparece dançando na foto its me, junto com uma galera fresh! ^^

(Página 5)

Na página 13, apareço na foto junto com diretores e ativististas da arte, numa reunião proveitosíssima com pessoas que acreditam e lutam pela dança.

É isso! Fiquem com a matéria original e mais algumas fotos!

O movimento break no Rio de Janeiro
                A cultura hip-hop é composta por 4 elementos de base que são eles: o MC, o porta-voz que lança mensagens de alerta e orientação, o Dj, o músico operador de discos que trabalha com colagens ritmicas, o Grafite, a expessão artística plástica e o Break. Este último elemento, que deu fama mundial à cultura, surgiu na década de 70 no sul do Bronx em Nova Iorque, de um termo adotado pelo Dj Clive “kool Herc” Campbell ao perceber que os dançarinos gostavam de dançar no “break” da música e passou a chamá-los de Break Boys, com o tempo acontece a abreviação e surge o termo bboy.
                Desde então o movimento vem ganhando força e atingindo proporções que ultrapassam linhas de fronteiras, chegando ao Brasil e ao Rio de Janeiro. O documentário, Uma palavra que me leva além, documenta sobre os 4 elementos no Rio de Janeiro e especifica a personalidade do break que vem adentrando teatros, academias de dança, projetos e conquistanto novos públicos. E mesmo com toda essa representatividade política e comercial, o break mantém suas raízes consolidadas na preservação da sua dança e seus fundamentos: Top Rock, a dança em cima que vem da miscigenação de várias danças; Footwork, o trabalho dos pés no chão frequentemente com o apoio das mãos; Freezes, poses congeladas que encerram a entrada do bboy ou bgirl; agregando Power moves e Tricks Combo, movimentos de dificuldades influenciados pela ginástica e/ou pelo desafio de resistência. Nos eventos públicos a raiz da cultura também é fomentada com rodas de rua, conhecidas como cyphers, onde bboys fazem suas entradas e batalhas, em diversos formatos 1vs 1, Dupla, Crew vs Crew - equipes apartir de cinco bboys/bgirls que treinam juntos com um mesmo objetivo- e por aí vai.
                Atualmente a cena breaking no Rio de Janeiro vem sido reconhecida nacionalmente pela alta preparação física e técnica dos bboys e por ser palco de eventos renomados - como foi a final internacional da Red Bull BC One 2012, na Fundição Progresso.  Vem sendo também berço de conscientes eventos operantes, tais como, BBoy Confronto, evento que traz juris consagrados e promove batalhas de crews, produzido pelo ativista social Bboy Lúcio Pedra da IQ Fênix (Cantagalo), o Original Break Jam seleta bboys para as batalhas a partir do seu destaque nas rodas, mentalizado pelo, representante da Zulu Nation, Bboy Luck da GBCR (Grupo de Break Consciente da Rocinha), a Battle Compasso e o Rio Breaking trazem workshops e palestras produzido pelo Bboy Max da Zona Oeste entre outras entidades que excitam o cenário.
                Um bboy ou bgirl, que almeja alta performance na dança, treina diariamente uma média de 3 a 4 horas. Os treinos acontecem por toda parte, variam da localidade e da região, podem ser tanto em espaços culturais apropriados, como academias de dança e ONGs, quanto em locais públicos abertos, quadras ou estações de metrô fechadas. Tanto esforço e priorização são características de um povo que acredita que o suor da sua dança pode levá-los adiante, a algo além. Esses bboys e bgirls lutam por reconhecimento e contra preconceitos, carregam no peito a riqueza da cultura de onde vieram e demonstram paixão pelo que fazem e isso transcende qualquer ideologia errônea sobre os dançarinos da cultura Hip-Hop, que trazem como lema Paz, Conscientização e Respeito ao próximo.

Um pouco mais de história:
-A Palava Que Me Leva Além
Documentário sobre os elementos básicos da cultura no Rio de Janeiro, feito pelo Atelier livre de cinema e antropologia - UERJ, 2000.
-Documentário -História do Hip Hop
Documentario sobre os primeiros idos do hip-hop no Brasil, feito por estudantes da UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO - 2007.


“A Cypher de Caxias pelos Urbanos BF, Street-Love Cypher pela Back II Essence , DNA Carioca pelos Jovens de Periferia e um arsenal de movimentos vem sido regidos por uma classe consagrada de DJs cariocas como DJ Nino Leal, DJ Willamy Zulu Nation, DJ Xokolaty, entre uma galera muito talentosa. Com tantos acontecimentos na área tem um pessoal empenhado em informatizar de forma positiva e poética como o poeta Xandu do Zine00 e o mestre de cerimônia Slow, membro da Universal Zulu Nation.”


Por Sabrina Vaz
sabrinavaz.blogspot.com




Fotos por Amanda Baroni (ablopes@live.com) - Original Break Jam


Fotos por Luisa Marinho (Bboy Confronto)

Lindos, é isso... Relaxem é tempo de pedir paz, positividade, olhe mais para o céu e menos para baixo, treine consciente! Beijos

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