Sem filtro

By | 23.10.15
Não é sobre a campanha "Sem make e sem filtro" que rolou por aí. É sobre mim, sem filtro mesmo.

Estou lendo um livro muito inspirador de Jon Acuff. Hoje no metro quase chorei pois parece que ele fala diretamente comigo!
Todos a minha volta -e até mesmo eu- já aconselhei sobre ter um objetivo, um foco, um propósito. Isso é bom, sim, claro. Mas pode ser que você não ache, ou ainda não tenha! Pode ser que - assim como eu- você venha ter vários... daí a grande questão não é você viver galgando um caminho, que você já escreveu, detalhou e contabilizou, pois acreditou que definir um objetivo e um propósito lhe faria viver do modo certo, mas sim viver com propósito, com substância e preenchimento.

Penso eu que quem busca um objetivo, busca-o porque quer chegada de grandeza, mas "porque fingir que você vai encontrar uma coisa - e só uma - que ama fazer pelo resto da vida e excluir todas as outras? Não fique trancado em uma única idéia de propósito que o sufoca". Aceitar que "você não deve saber a linha de chegada antes mesmo da partida" é um bom começo.

Estou tirando meus filtros. Sim, sou indiciplinada... na verdade minha criação foi militar e tradicional - o que me fez por alargador e andar de skate talvez- mas hoje sou uma pessoa bem formada e agradeço essa criação, pois  a única vez -em toda minha vida- que fui disciplinada comigo mesma foi quando fiz ballet e tive onde aprender a ser. Ahhhh olha ele aí de volta, o BALLET (eu sei que nunca vai sair da minha vida). Eu tinha um objetivo e foquei e conquistei. Era só a dança. Só ela. Na verdade vocês podem ver essa época nos arquivos desse blog #ficadica. Por ela rompi um noivado, negligenciei uma universidade federal e me afastei da família. Havia algo de errado com minha caminhada eu quis traçar uma linha de chegada e parecia que atropelando tudo que viesse pelo caminho, e seguir essa reta calculada, o meu objetivo seria alcançado.

Me arrependo todas as vezes que falei para alguém "Corra atrás de seus sonhos". Putz, mas que frase RASA! (e deve estar cheio delas esse blog...) Eu corri a beça, corri tanto que esbarrei em um monte de coisas, atropelei outras e derrubei várias...

Algum dia do ano de 2010 ou 2011, almoçando com uma amiga antiga e conversando sobre a saga de conseguir o bendito diploma, ela disse mais ou menos o seguinte: que a faculdade era como uma torta, ela queria comer a massa depressa pois o recheio era o mais gostoso e ela queria chegar rápido nele. Eu pus a minha versão da seguinte forma: que eu gostava também da massa... Traduzindo: Massa= Vida e Recheio= Diploma. Acabei de pensar, no que dá nas pessoas em fazerem um recheio de ameixa? Se ela imaginassem que há pessoas automatizando 4 anos de vida para chegar no recheio tenho certeza as tortas seriam sempre de Nutella ou algo mais gostoso (nada contra ameixas, que fique claro)

Estou me segurando para largar um frase super polêmica, mas acho que não vou conseguir, vou ter que largar ela aqui... e o pior que nem vou me explicar pois sairia do contexto... ai ai... já era, minha mente já projetou, se eu não falar vou ter que lançar no twitter o que seria bem pior.

Larguei a faculdade pois não queria perder tempo. (ai!)

Claro que com isso vieram muitos conflitos, internos e externos, terapias, hip-hop, blá blá blá e acabei perdendo tempo tentando me encontrar. Me via com um diploma de uma área limitada, assalariada, funcionária, talvez até (Não vou falar Deus me livre pois é cuspir para o alto, ninguém sabe o dia de amanhã, ou o recheio da torta) funcionária pública, tudo por... por... dinheiro? Pruuff Dinheiro nunca me comprou (era assim que pensava na época, hoje com um aluguel na zona sul a gente pode conversar).Só que quando me achei já tinha passado o período de duas faculdades e eu estava com mais três áreas diferentes no currículo. Um caos. Mas caos é bom, dá pra arrumar.

Não mudou muita coisa a respeito dessa opinião... mudou com relação à idade. As pessoas te cobram um papel na parede ou uma história de que você sofreu muito para conseguir tal coisa e agora a tal coisa está aqui na frente para todo mundo ver. Bom, não tenho a tal coisa hoje... na verdade tenho várias mais ou menos a tal coisa. É disso que vim falar hoje e vou findando por aqui...

Em um outro livro que li este ano de Austin Kleon, também muito inspirador, diz o seguinte: "Você pode cortar algumas paixões de sua vida e focar somente em uma, mas depois de um tempo, começará a sentir a dor da amputação.", também diz: "Não jogue fora nenhuma parte sua".

Uns dos meus diagnósticos, que faço muita coisa e preciso focar em algo. Não foram algumas pessoas que falaram, mas várias... Inclusive tive uma oportunidade única e incrível de fazer uma sessão de coaching com um master coach, Nelson Babiuk, e isso também foi tratado. Sim, já sei.. agora o que eu faço? Legal... é uma pergunta que só eu posso responder... Não quero ser redundante, falar, falar e não falar nada. Talvez o que eu queira passar aqui é que a vida é simples... só pense em caminhar com grandeza e não em chegar no tal fim da linha que tem a tal grandeza (e se o recheio for de ameixa?). Viva com propósito e não para o propósito. Não corra atrás dos seus sonhos, viva o propósito dos seus sonhos. Sonhe honestamente e não seja egoísta.
Mais uma dica: "Reserve um tempo para se distrair. Perca-se. Nunca se sabe aonde isso vai dar."

E a maior revelação que explica o título de hoje: Não. Ainda não sei o que eu quero ser quando crescer.

"Sou um monte confuso de forças,cheias de infinito, pendendo em todas as direções para todos os lados do espaço" - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) e trecho do trabalho "Em Mim" sob direção de Sabrina Vaz

GRANDE BEIJOOO
- Aguardem novidades do Roupa de Ensaio, uhuul a loja virtual tá linda!
- Kapuzinho está indo pra final sulamericana da Red Bull BC One, vamos torcer!
- Tô noiva! De novo, já falei isso aqui? Se não falei fico devendo...
- Meu primeiro edital aprovado, mega orgulhosa, também fico devendo isso aqui... 

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